Votuporanga carece de tomadas públicas, em praças, por exemplo, para que outras pessoas como Carlos que utilizam bicicletas elétricas possam fazer recargas de emergência em situações de necessidade
Pelas ruas e avenidas da cidade é muito fácil observar que as bicicletas elétricas e os triciclos ganharam o seu espaço. Os equipamentos são utilizados por públicos de todas as idades, mas deram sobretudo ao público portador de deficiência física e aos idosos a mobilidade necessária para que consigam independência para realizar as suas atividades cotidianas.
A reportagem do MegaVotu conversou com uma dessas pessoas para entender o que mudou e o que pode ser feito para tornar ainda melhor essa realidade. Carlos Fabiano, o Carlão, é morador tradicional de Votuporanga e convive desde criança com dificuldade na mobilidade provocada pela paralisia infantil.
Foram várias etapas superadas por ele ao longo dos anos. Das muletas até o triciclo de tração, que ele movimentava com pedais manuais até o recente triciclo elétrico que é mantido por baterias recarregáveis. “Ter o veículo elétrico me ajudou bastante. Hoje, consigo cruzar a cidade, ir ao médico, ao mercado, sem depender de ninguém. Foi uma luta, mas hoje está muito melhor”, comenta.
Ainda segundo Carlão, nem tudo são flores. Ocorre que a autonomia das baterias do triciclo diminui com o tempo e ele já passou pela experiência de ficar sem carga no meio da rua. “Daí não teve jeito. Apoiei no triciclo e terminei o trajeto de quarteirões empurrando. Faz parte.”
Ainda segundo ele, Votuporanga carece de tomadas públicas, em praças, por exemplo, para que outras pessoas como ele que utilizam bicicletas elétricas possam fazer recargas de emergência em situações de necessidade. “Tinha na Concha Acústica, mas tiraram por conta dos moradores de rua. Poderiam pensar em algo. São veículos que não poluem e que ajudam no transporte de muita gente. Poderia facilmente instalar tomadas em avenidas e praças”, sugere Carlos Fabiano.
Mercado
O mercado de bicicletas elétricas está em expansão no Brasil e tem demonstrado grande potencial de crescimento nas principais capitais do País. Com alta de 37,2% no primeiro trimestre do ano, a produção das e-bikes foi o principal destaque no primeiro trimestre de 2024, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Seguindo tendência mundial, a categoria das elétricas registrou alta de 6,2% em 2023, na comparação com o ano anterior.
Em termos de distribuição, o Sudeste ficou com 59% da produção nacional, o Sul com 14%, o Nordeste com 11%, o Centro-Oeste com 9% e o Norte com 7%. Além do crescimento da produção nacional, há aumento da importação das e-bikes. Levantamento feito pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) mostra volume de 44.833 unidades no mercado brasileiro em 2022 (e-bikes produzidas localmente e importadas). O dado representa aumento de 9,64% em relação a 2021 – que era o mais alto registrado até então.
Fonte: Megavotu .com .br

